O problema das leis de conservação
As leis de conservação são apresentadas como heroínas ambientais, mas funcionam como um empurrão compulsório para que a sociedade sacrifique o presente em nome de um futuro que nunca chega. Elas obrigam produtores a limitar o uso de recursos não renováveis e a investir em renováveis, mesmo quando o mercado mostraria usos mais produtivos. Na prática, o Estado decide qual deve ser a proporção entre consumo e poupança, ignorando completamente as preferências reais das pessoas. O argumento de que empreendedores seriam incapazes de prever a escassez futura beira o cômico. O valor das terras e recursos já incorpora expectativas de uso futuro; ninguém quer destruir seu próprio capital. E enquanto governos assumem que a tecnologia é estática, o mercado prova o contrário: novos materiais e usos surgem o tempo todo. A parte mais irônica é que as leis de conservação criam exatamente o tipo de privilégio monopolista que dizem combater. Ao retirar terras e recursos do mercado, aumentam artificialmente o preço das áreas restantes e enriquecem proprietários bem posicionados — especialmente ferrovias e madeireiras, que sempre apoiaram esse tipo de legislação. O resultado é simples: menos eficiência, mais distorção e monopólios camuflados sob o rótulo de “proteção ambiental”.


