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A cunhagem privada da moeda

A cunhagem privada da moeda

A crítica clássica à cunhagem privada se apoia num clichê mal entendido: a tal “lei de Gresham”, usada como espantalho para justificar o monopólio estatal da moeda. Só que essa lei só funciona quando o próprio governo distorce o mercado. Em um cenário de livre concorrência, a lógica se inverte: moedas ruins não expulsam as boas; elas simplesmente são rejeitadas. O medo de “moedas fraudulentas circulando por aí” é outro mito preguiçoso. No mercado real, qualquer empresa que tentar falsificar peso ou liga seria processada como fraudadora — exatamente como ocorre em qualquer setor onde precisão importa. E a dinâmica natural do mercado faria o resto: empresas honestas ganham reputação, tornam-se referência, e os consumidores gravitam para elas. O selo de um bom cunhador privado valeria muito mais do que qualquer carimbo estatal que, historicamente, foi manipulado, adulterado e explorado para financiar governos à custa da população. Sobre padronização de moedas, o argumento estatal também desmorona. Se o povo prefere denominações uniformes, as próprias cunhagens privadas se ajustarão. Se preferir variedade, terão variedade. No monopólio estatal, a padronização é imposta de cima para baixo. Num mercado livre, é escolhida de baixo para cima. A cunhagem privada não é risco. É responsabilidade. É reputação. É mercado funcionando.

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