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O mito do monopólio privado

O mito do monopólio privado

Debater monopólio sem definir o que ele realmente é virou um esporte acadêmico. A palavra é repetida à exaustão, mas raramente alguém admite o ponto central: monopólio, de verdade, só existe quando o Estado concede privilégios exclusivos. Todo o resto é competição normal, algumas vezes intensa, outras vezes desajeitada, mas sempre regida pelo mercado. Quando olhamos para a história econômica com esse filtro, a ironia fica evidente: a sociedade clama contra monopólios enquanto corre para o próprio governo — o maior criador deles — pedindo “soluções”. O texto deixa claro que empresas e sindicatos só conseguem posições quase monopolistas porque o Estado abre essa porta. Sem intervenção, barreiras, licenças e proteções legais, simplesmente não haveria como alguém garantir exclusividade pela força. A responsabilidade final sempre volta ao mesmo lugar: o poder estatal. E há um erro comum que o capítulo desmonta: a ideia de que corporações são privilégios monopolistas. Não são. São apenas acordos voluntários entre indivíduos que decidem limitar sua responsabilidade e investir juntos. Nada ali depende de benção estatal; depende de contratos. Se o objetivo é eliminar monopólios, a resposta é simples — embora politicamente inconveniente: o governo precisa parar de criá-los.

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