top of page
< Back

Por que o Brasil está preso a um equilíbrio medíocre há quase 40 anos?

Por que o Brasil está preso a um equilíbrio medíocre há quase 40 anos?

Desde 1985, o Brasil vive num equilíbrio econômico de baixo nível, uma espécie de piloto-automático da estagnação. Não é tragédia explícita, não é colapso; é algo pior: normalização da mediocridade. E esse marasmo não vem de incompetência ocasional, mas de um sistema de incentivos tão bem encaixado que até decisões racionais produzem resultados ruins. O Estado desenvolvimentista persiste, as grandes empresas se protegem dentro de uma economia concentrada, o presidencialismo de coalizão transforma governabilidade em barganha permanente, e a burocracia opera ajustes mínimos só para manter tudo funcionando. Cada parte reforça a outra. O resultado é um nó institucional que trava produtividade, inibe competição e dilui qualquer reforma estrutural. A conclusão é dura: não estamos parados por falta de ideias, mas porque o próprio sistema premia a estagnação. Mexer em uma peça isolada só aperta o nó. Sem alterar várias esferas ao mesmo tempo, seguiremos comemorando avanços minúsculos como se fossem milagres. O diagnóstico é incômodo, mas indispensável para quem quer entender por que o Brasil patina há quase quatro décadas.

bottom of page