Quem se beneficia dos impostos?
O texto desmonta o mito confortável de que “todos pagam impostos e todos se beneficiam”. Na realidade, a sociedade se divide em dois grupos claros: os pagadores de impostos e os consumidores de impostos. De um lado, estão aqueles que de fato produzem riqueza e têm parte dela confiscada pelo Estado. Do outro, os que vivem dessa expropriação — políticos, burocratas e todos que recebem subsídios financiados pelo contribuinte. Quando o governo tributa, ele desloca recursos do uso voluntário dos consumidores para o uso decidido por funcionários públicos. Isso muda o padrão de produção, distorce preços, altera investimentos e reduz o padrão de vida geral. Se o Estado tira de uma indústria para gastar em outra — como no exemplo do bacalhau versus armamentos — ele cria ganhadores e perdedores artificiais, sem qualquer relação com preferências do mercado. Não existe imposto “neutro”. Toda tributação distorce, interfere e desloca riqueza. A ideia de que o Estado deve “corrigir a distribuição” é ilusória: no livre mercado não há distribuição separada da produção, apenas trocas voluntárias. A distribuição artificial começa quando o governo tira de uns para dar a outros. Quanto maior o nível de impostos e gastos, maior o poder dos exploradores… e maior o custo imposto aos explorados.


